Projetos do PET Saúde Clima da Ufam são selecionados pela SGTES/MS
Os Projetos "HIEF CLIMA - ISB: Hub Integrado de Saúde Climática e Vigilância Socioambiental na Amazônia"; "Resiliência Climática e Equidade no SUS: Estratégias de Vigilância e Atenção em Saúde na Amazônia" e "Emergências Climáticas do Cuidado: territórios vivos na produção de respostas do SUS na Amazônia", foram selecionados pelo Edital (23, de 23 de março de 2026) da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
O Edital faz parte da 13ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), cujo foco é a temática do Clima, assim o objetivo foi o de selecionar projetos que fortaleçam a integração ensino-serviço-comunidade e qualifiquem a formação de profissionais de saúde para enfrentar os impactos das emergências climáticas, alinhados às diretrizes do AdaptaSUS 2024–2035 e às políticas de equidade em saúde.
Para o professor Marcelo Campese, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), responsável pelo Projeto "Emergências Climáticas do Cuidado: territórios vivos na produção de respostas do SUS na Amazônia", há necessidade urgente de fortalecer a capacidade do SUS em responder às emergências climáticas e ambientais de forma equitativa, territorializada e interprofissional, reconhecendo que tais fenômenos aprofundam desigualdades historicamente constituídas. "Então, conforme defendemos em nossa justificativa, a concretização do projeto é fundamental para uma formação de futuros profissionais críticos e reflexivos às realidades amazônicas e para o fortalecimento de práticas de cuidado comprometidas com a justiça climática e social" explica.
Para o coordenador do Projeto "Resiliência Climática e Equidade no SUS: Estratégias de Vigilância e Atenção em Saúde na Amazônia" a aprovação representa um marco histórico para o município de Itacoatiara. "Considerando as extremidades climáticas recentes que a região do Médio Amazonas enfrenta, como secas severas crônicas e cheias históricas dos rios, a chegada desse programa gera impactos profundos e positivos na sociedade local, além de que esta é primeira participação do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET) neste programa do Ministério da Saúde", comenta o coordenador, professor Bruno Mori.
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